Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005





Quando as coisas mais não são do que aquilo que representam há uma tedência "complexificante" para pensar.
Então...elas enrolam-se. Porque o pensar tem vida e tem poder e, anda por aí a deambular.

Joana

Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

Chocolate

Perco-me em tudo o que é teu. Essas mesmas coisas que sendo tuas conseguem ser tão minhas.
É como se os meus olhos reflectissem mais do que a tua presença, mas o teu olhar dentro do meu. E os meus lábios traduzem o teu sorriso. O meu toque adivinha o teu. O teu cheiro fundiu-se com o meu e ficou gravado dentro de mim. Assim como tantas outras coisas que me das tantas vezes e que eu não precisei de aprender a amar. Aprendi, sim, a amar tudo aquilo que poderia parecer banal, aprendi a amar o dia-a-dia sempre duma nova forma, diferente, mais bonita. E apaixono-me, todos os dias, por ti. E volto a perder-me nos desertos do teu olhar, nos mares do teu sorriso, nos jardins infinitos do teu cabelo, nas borboletas do teu corpo, sempre tão perfeito e bonito. E perco-me na montanha russa do teu beijo açucarado, nas notas magicas do teu toque, nas letras espalhadas da tua voz…Perco-me em tudo aquilo que é teu. E perco-me nesta existência, florida e achocolatada, que deixou de ser só minha para passar a ser tua.
Eu sou Tu, Tu és amor.

Segunda-feira, Janeiro 03, 2005

Amarga desilusao

Fecho os olhos e é como se conseguisse sentir o teu cheiro gravado em
mim.

Fecho os olhos e sinto mesmo o teu corpo em cima do meu, empurrando me com
força contra a cabeçeira da cama.

Fecho os olhos e deixo-me levar por esses movimentos que exerces sob mim e
que me arrastam ate ao prazer jamais atingido e que me fazem gritar, gritar,
gritar...

Assim que abro os olhos caio na triste desilusao, amarga, de que tudo nao
passam de sonhos que insistes em penetrar no meu doce sono.

Sábado, Janeiro 01, 2005

Açúcar

Açúcar açúcar...fugindo da parte da química orgânica..não é nada mais do que uma substância que acalma. E acalma não só pelo doce, mas também pela solubilidade de que é dotado.
Ser-se açúcar é ser-se não sei oquê. É ser-se assim como se é. Nem eu sei se sou. Nem ninguém sabe se é.
Ser-se açúcar é ter boa capacidade de se envolver entre almas e espíritos. Entre maneiras e hábitos. É ser-se capaz de aceitar e rejeitar da melhor forma.
É ao falar, dar a sentir calma.
É num copo de água fazer a diferença no sistema nervoso.

Quinta-feira, Dezembro 30, 2004

O que sao as saudades?

Existem as saudades brancas da infância, as
saudades de cores berrantes da adolescência…Saudades. Para mim as saudades têm
cores. São da cor que eu quero e que me apetece.
Às vezes, e por mais feliz
que me possa sentir, tenho saudades do passado. O passado que não quer nem pode
voltar. O passado que um dia foi presente e que agora vive alimentado das
lembranças e daquilo que já foi. As lembranças, essas, ainda vivem cá dentro e
dificilmente se apagarão. O que se deixou apagar foi o sentimento, a emoção e
todas as outras coisas que vêm sempre por arrasto.
E é claro que esse
passado tem vários nomes, varias moradas, vários anos. O passado pode chamar-se
Sara, Rui, 9ºano, Tiago, molduras, Joana, livros, roupa. Bolas, as saudades
podem ser tantas e de tanta coisa.
E eu sinto a falta de muita coisa que
passou por mim, muita coisa por que passei, muitas pessoas com quem vivi e que
aprendi a amar e a respeitar. E essas pessoas que não se enganem, que não pensem
que lá por não lhes falar que não gosto delas, porque gosto e gosto muito e vou
gostar sempre. Porque essas pessoas foram tão importantes, tão presentes na
minha vida e no que senti que nunca poderiam ser apagadas, da mesma forma que os
momentos a que pertencem o foram.
E cada uma dessas situações merece uma
cor. Umas mais claras, outras mais escuras, outras berrantes. Mas sempre cor.
Nunca uma saudade (pelo menos as que sinto) poderia ser a preto e
branco.
E é por isso que eu acho que sentir saudades é bom e faz bem.
Porque só sentimos saudades daquilo que vivemos e gostámos de viver, daquilo que
gostamos de recordar, e que por isso mesmo faz saudade. Só as pessoas
importantes, só as melhores ocasiões, só os melhores momentos merecem ser
recordados com carinho.
O que foi, já o era. Já passou. Já não volta atrás.
E se voltar, trás outro rosto, outro corpo, outra voz, outro cheiro. E às vezes
corremos atrás do que vivemos e procuramos noutra pessoa aquela que não quis
fazer parte do nosso presente. Mas todos essas pessoas que foram presente e não
são futuro, são insubstituíveis e todas elas têm a sua cara, o seu corpo, o seu
cheiro, a sua cor. E ficarão para sempre gravadas cá dentro. Do lado esquerdo do
peito.

Pérolas e relógio

Porque somos femininas. Não me pode faltar o relógio e o fio. O relógio conta os nossos dias; os dias que eu penso em ti e, o colar de pérolas brilhantemente puro...esse é o nosso s�­mbolo. Cai-nos na pele e faz trocas térmicas com o calor do corpo. Agarro-o com força, mas, ás vezes, com a raiva, distendo-o e as bolas voam loucas pelo ar como que sentimentos fora do lugar. Depois, caem no chão e rebolam até encontrar um canto como barreira. Lá fica o colar desfeito enquanto passam as horas. E quando o ponteiro aponta as três horas e meia da tarde, as bolas juntam-se. Umas fora do lugar inicial...outras, por sorte, conseguem mantê-lo. Contudo, a pouco e pouco as bolas vizinhas vão-se conhecendo. Enquanto os ponteiros percorrem a área circular, novas bolas se rejeitam e novas bolas se aceitam. Primeira foto do novo blog, porque as coisas entre nós desenrolam-se assim, simplesmente..assim. Elas só pedem um pouco de açucar em chocolate e chocolate com açúcar. Açúcar